Ministro do Uruguai aponta que Brasil deveria ser expulso do Mercosul, detona Bolsonaro e o golpe em Dilma

O governo brasileiro expressou “espanto”, “rechaço” e “perplexidade” por falas do ministro da Defesa do Uruguai, José Bayardi, que questionou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a eleição de Jair Bolsonaro e a permanência do Brasil no Mercosul.
Em uma dura carta publicada nesta segunda pelo jornal “El Observador” e enviada na sexta passada à Chancelaria uruguaia, conforme a embaixada brasileira no Uruguai confirmou à AFP, o embaixador do Brasil no Uruguai, Antonio Ferreira, disse que recebeu “com absoluta perplexidade” as declarações de Bayardi “por serem levianas e fora de contexto”.
“Se fosse por mim, de repente o Brasil teria que ter sido tirado (do Mercosul) também (bem como a Venezuela), o que significou a última eleição (do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro em 2018) e o afastamento da presidenta Dilma Rousseff” de seu cargo em 2016, disse Bayardi no programa local “Quem é quem” que é transmitido pela emissora pública.
O ministro uruguaio respondia dessa forma a uma pergunta na qual questionavam se ele considerava a Venezuela uma ditadura. (…)
“Acho que (a Venezuela) foi tirada (do Mercosul) em um determinado momento porque havia uma forte pressão (…), muito forte, pelos governos do Brasil e da Argentina que haviam mudado, para tirar (Caracas), e que o Uruguai resistiu a tudo o que pôde para que não acontecesse até acabar sem poder resistir. Foi errado”, afirmou.
“Se começarmos com os questionamentos sobre a institucionalidade venezuelana (…) posso dizer que, se aplicássemos o mesmo padrão para fazer essa leitura, o Brasil teria que ficar de fora, pelo que isso significou e ainda o que continua transcendendo do que foi a institucionalidade brasileira”, observou. (…)
Fonte : Isto é
 Mochila Vintage

Comentários